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Inspire Web – CondoMinas https://www.condominas.com.br Créditos e Cobranças Condominiais Mon, 04 Sep 2017 20:33:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Maridos de aluguel conquistam mercado como serviço diferenciado https://www.condominas.com.br/maridos-de-aluguel-conquistam-mercado-como-servico-diferenciado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=maridos-de-aluguel-conquistam-mercado-como-servico-diferenciado https://www.condominas.com.br/maridos-de-aluguel-conquistam-mercado-como-servico-diferenciado/#respond Fri, 19 Dec 2014 19:18:49 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3355 Via Viva o Condomínio

Se a torneira não para de pingar, o chuveiro queimou, o ralo entupiu, a porta emperrou, a descarga está vazando, a gaveta agarrando, e falta tempo para consertar, que tal “alugar” um marido? Como um profissional cada vez mais procurado pela dona de casa, e que já encontra demanda entre diversos perfis de cliente, o marido de aluguel é o cara que resolve todos os problemas dentro dos imóveis. O serviço apareceu há relativamente pouco tempo, mas ocupa espaço de destaque no mercado, aproveitando o diferencial de desempenhar múltiplas funções e centralizar a solução de quaisquer tipos de reparo, desde os pequenos até os mais complexos. O que antes era dividido entre pedreiro, bombeiro, eletricista, pintor, marceneiro e vários outros trabalhadores especializados em cada caso, fica agora nas mãos deste anjo do lar.

Troca, renovação ou manutenção de fechaduras, disjuntores, lâmpadas e luminárias, pias, torneiras, chuveiros, tomadas, interruptores, descargas, vasos sanitários, tanques, registros, sifões, ralos, fogões, coifas, ventiladores, varais, portas, janelas, dobradiças, gavetas, armários, pintura interna, de fachadas, grades e portões, telhas, telhados, calhas, rufos e forros; redes elétricas e hidráulicas em geral; instalação de piso, gesso, prateleiras, televisores, máquina de lavar, conexões de gás; montagem e desmontagem de móveis; limpeza de caixas d’água, cisternas e tubulações; construção de paredes, muros e calçadas e até a colocação dos quadros na parede ou cuidados de jardinagem.

Eles fazem de tudo e mais um pouco, prontos para driblar esses e qualquer outro imprevisto. Mas, para isso, são exigidos quanto à qualificação e devem inspirar confiança. Quem conquista os atributos, consegue uma carteira de clientes fiéis, sempre crescente, e não fica à toa.

Aos 38 anos, Marcelo Batista de Sales, carinhosamente apelidado Marcelão, está no ramo há uma década. Apto para atender em Belo Horizonte e região metropolitana, prefere ser chamado “clínico do lar”, nome, segundo ele, mais aceito pelos mineiros, que costumam “confundir as coisas”, ressalta. O gosto pela profissão é herança do pai e do avô, agora já transmitida a um dos cinco filhos, seu fiel companheiro em empreitadas desafiadoras. “Trabalhava como motoboy para uma agência de turismo, e fazia muitas entregas de passagens, passaportes, coisas do tipo. Resolvi fazer um cartão de visita oferecendo meu serviço como marido de aluguel, e distribuía em todas as casas onde ia. Foi o começo. Larguei tudo, com a cara e a coragem e pensava: ‘vou conseguir’”, lembra.

Deu tão certo que Marcelo decidiu se dedicar exclusivamente à nova profissão. O dinheiro, além de servir ao sustento da família, para a aquisição de um carro melhor e a construção da segunda casa, foi aproveitado para escolas de qualificação e compra de equipamentos. O número diário de atendimentos varia conforme a complexidade do serviço, que não cessa nos finais de semana e feriados. “Trabalho 24 horas, sem folga. Certa vez, uma cliente me ligou às 2h30 da madrugada porque estava com um pneu furado em Nova Lima. Estava em casa dormindo, mas fui lá e resolvi”.

A maioria da procura é de mulheres, idosas ou viúvas, mas Marcelo Batista também auxilia homens, casais, jovens solteiros, lojas, empresas e centros comerciais. Os preços cobrados partem de R$ 40 para consertar um chuveiro, e já alcançaram até R$ 12 mil, na ocasião da colocação de um piso de porcelanato em uma área de 170 m² (incluindo material, tempo e mão de obra). Para alcançar êxito, ele salienta que épreciso ter conhecimento técnico do trabalho, compromisso, e despertar confiabilidade. “Também estou sempre bem arrumado, com boa aparência”, conta o agora micro empreendedor, que aceita solicitações por Whatsapp e pretende ensinar o ofício para jovens da comunidade onde mora, no bairro São Lucas.

Da França para Minas

Para o francês Guy Joel, de 45 anos, a ideia de se tornar um marido de aluguel surgiu quando ele viu um anúncio em uma revista, no avião a caminho do Brasil, em 2011. Ele já havia se fixado na capital mineira entre 1996 e 2006, e neste período ganhava a vida como pintor decorativo e restaurador. Retornou à França por quatro anos e, quando escolheu voltar a Minas Gerais, desenvolveu a função quase que por acaso. “Antes, você tinha alguns problemas em casa e chamava um tanto de gente, cada um para resolver uma coisa. O marido de aluguel é diferente, ele é capaz de resolver qualquer coisa, e é uma pessoa só. Às vezes o marido “oficial” não tem tempo ou não sabe consertar aquilo, e ele mesmo acaba nos procurando”, diz. Com raio de atuação no Sion, Carmo, Belvedere, Anchieta, Cruzeiro, e proximidades, Guy atende em média entre seis e oito clientes por dia, para os serviços simples, mas chega a passar mais de um dia em um único trabalho. Cobra a taxa mínima de R$ 50. Para pequenas obras e reformas, conta com o apoio de três ajudantes. “Eu até parei de distribuir panfletos, porque a demanda aumentou muito e nunca é bom recusar um pedido. Mais da metade dos meus trabalhos surge por indicação”, afirma.

Qualidade e preço

A vontade de ficar mais perto da família foi o impulso para Josemar Simão da Cruz, de 43 anos, investir no trabalho como marido de aluguel. Como funcionário de grandes empresas, costumava viajar sempre, mas estava insatisfeito e começou a prestar serviço por conta própria. Desde de 2004, é proprietário da empresa Marido de Aluguel em BH, com capacidade para acudir os moradores de toda a capital e cidades vizinhas. Com atendimentos agendados, ele garante que chega à casa do cliente em, no máximo, 24 horas. Uma peculiaridade: 80% das chamadas partem do público masculino. “Eles já sabem que, se não conseguem arrumar aquilo, a esposa vai reclamar e brigar. Então já me contratam diretamente”, brinca. Diante da escassez de mão de obra nesta área e a falta de disponibilidade de muitos dos profissionais que estão na ativa, Josemar ganha seu lugar com “qualidade, preço e pontualidade”, garante. Disponível durante a semana em horário comercial e aos sábados, casado e pai de três filhos, ele está pagando curso superior para se formar como engenheiro elétrico.

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Especialista dá 10 sugestões para diminuir os custos do condomínio https://www.condominas.com.br/especialista-da-10-sugestoes-para-diminuir-os-custos-do-condominio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=especialista-da-10-sugestoes-para-diminuir-os-custos-do-condominio https://www.condominas.com.br/especialista-da-10-sugestoes-para-diminuir-os-custos-do-condominio/#respond Thu, 18 Dec 2014 19:19:48 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3359 Via Uol

A folha de pagamentos e os encargos são os campeões dos custos no condomínio, segundo o Secovi, o sindicato da habitação.

Segundo Angélica Arbex, gerente de relacionamento com o cliente da Lello, empresa de administração de condomínios, é possível diminuir as despesas com condomínio tomando algumas providências simples como avaliação constante do quadro de pessoal.

“Se o zelador, que é o funcionário mais caro do condomínio, faz muitas horas extras para cobrir a folga do porteiro, talvez valha a pena contratar um folguista e diminuir essa despesa”, diz. “Diminuir a rotatividade do pessoal também ajuda a evitar gastos com indenizações trabalhistas e até mesmo processos judiciais.”

Segundo a executiva, a média dos gastos no condomínio está assim distribuída: de 40% a 50% são destinados às despesas de folha, como salários e encargos; 20% a 30% são gastos com consumo de água, luz, gás, telefone.

Aproximadamente 15% vão para contratos de manutenção, elevadores, bombas e seguros. E cerca de 10% são destinados às despesas administrativas, bancárias, fundos de reserva e pequenos reparos.

Levantamento da empresa no primeiro semestre deste ano aponta que o condomínio médio em São Paulo é de R$ 760. “Se a folha de pagamentos estiver acima de 50% da cota, é preciso ver onde está o desperdício e cortar”, diz.

Inadimplência crônica deve ser evitada

Evitar que uma inadimplência eventual se torne crônica é outra medida importante, diz Angélica Arbex. Em um condomínio com 10 apartamentos, por exemplo, a inadimplência de apenas uma unidade significa a redução de 10% na arrecadação.

Por isso, é importante que o condomínio entre em contato rapidamente com o condômino para saber o motivo da inadimplência e de que maneira será possível fazer o pagamento.

Isso evita que os condôminos tenham que pagar cotas extras e também gastos com processos judiciais.

Veja, a seguir 10 dicas da especialista para reduzir as despesas com o condomínio:

– Fique de olho nas horas extras: se os gastos com horas extras estiverem muito altos, é hora de repensar se não vale a pena contratar um outro funcionário. Se o zelador, que tem o maior salário do condomínio, faz hora extra na portaria com frequência, isso pode justificar a contratação de um folguista, cujo salário é menor

– Retenha os talentos: contratar é mais caro e improdutivo que aperfeiçoar a equipe, pois exige tempo de treinamento. Demitir também representa gastos adicionais com verbas rescisórias, além do risco de processos trabalhistas

– Faça revisões anuais na escala: fazer avaliações anuais do quadro de funcionários e das escalas de trabalho pode reduzir a despesa com pessoal. Como base, é bom saber que, em média, um prédio pequeno tem seis funcionários: um zelador, um faxineiro, três porteiros para manter a portaria 24 horas e um folguista

– Poupe energia elétrica: avalie possíveis desperdícios de energia elétrica. Programação de elevadores e instalação de minuterias (sensores de presença) são saídas comumente adotadas

– Economize água: a instalação de hidrômetros individuais é indicada, pois incentiva a economia de água do prédio como um todo e pode representar uma economia de 20% na conta de água do prédio. Se não for possível, tome medidas como verificar vazamentos, instalar redutores de vazão ou reaproveitar a água da chuva

– Realize manutenções preventivas: todo prédio deve ter em sua agenda de obrigações as manutenções preventivas que são bem mais baratas que as obras de reparação. Dentre essas manutenções estão a verificação do para-raio, bomba de água, elevadores, impermeabilização, verificação de vazamentos. Tudo isso evita obras de grande porte e, consequentemente, grande custo

– Faça um orçamento anual: condomínio e administradora devem elaborar o planejamento financeiro anual a fim de evitar a emissão de cotas extras para dissídio de funcionários ou pagamento de 13º salário, por exemplo

– Combata a inadimplência: o condomínio deve evitar que inadimplentes se tornem crônicos. Isso acontece quando não pagam cinco cotas ou mais. A primeira recomendação é procurar o inadimplente para tentar fazer um acordo amigável dentro das regras do condomínio. A partir da terceira cota em atraso, recomenda-se entrar com processo judicial de cobrança

– Exerça uma gestão responsável: é preciso racionalizar os custos para evitar que o condomínio deixe de arcar com o pagamento de contas, de salários, ou deixe de fazer a manutenção preventiva. Para isso, o condomínio não pode arrecadar menos do que gasta

– Estimule a gestão participativa: estimule em seu condomínio uma gestão participativa. Os condôminos podem fazer parte do dia a dia da gestão sugerindo ideias interessantes e alternativas inteligentes para a gestão do orçamento do condomínio.

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Segurança: condomínios investem em vizinhança solidária para se proteger https://www.condominas.com.br/seguranca-condominios-investem-em-vizinhanca-solidaria-para-se-proteger/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=seguranca-condominios-investem-em-vizinhanca-solidaria-para-se-proteger https://www.condominas.com.br/seguranca-condominios-investem-em-vizinhanca-solidaria-para-se-proteger/#respond Wed, 17 Dec 2014 19:22:01 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3364 Via Viva o Condomínio

Com a onda de arrastões que vem atingindo São Paulo, a Paulista Informática criou uma opção inteligente para proteger os condomínios: Vizinhos Solidários (www.vs01.com.br). O software é baseado em redes (anéis) de cinco prédios interligados em que um porteiro é monitorado por outros quatros. O objetivo é garantir a segurança da portaria para, assim, manter os condôminos fora de perigo.

Vizinhos Solidários

O porteiro de cada condomínio tem acesso às imagens das câmeras instaladas nos edifícios interligados, além de contar com dois botões: “Atenção” e “Pânico”. O primeiro serve para alertar os outros sobre alguma suspeita de perigo; o segundo deve ser usado quando já estiver ocorrendo uma situação que ameace o condomínio. As demais portarias observam tudo o que está acontecendo no edifício alvo dos bandidos e recebem instruções do sistema sobre como proceder, a partir das orientações do síndico.

“Com o sistema, qualquer um dos porteiros pode acionar as medidas cabíveis a fim de socorrer o condomínio invadido, o que significa segurança redobrada”, explica Carlos Braga, sócio-fundador do Vizinhos Solidários. Recomenda-se que os condomínios estejam localizados próximos um do outro, o que auxilia a entender a rotina do bairro e a identificar suspeitas.

Vizinhos Solidários

O sistema exige apenas três recursos para operar: uma câmera exclusiva, um microcomputador e conexão com internet banda larga. Todas as imagens gravadas são salvas na “nuvem”. “Ao invadir, a primeira ação do bandido é destruir o gravador DVR para impedir os registros do crime. Nosso software armazena tudo automaticamente, o que torna possível o acesso depois”, diz o sócio. Cada vigia possui, ainda, login e senha característicos no sistema, além de identificação com foto.

Braga destaca a figura do porteiro como principal agente da segurança de condomínios. “Oferecemos treinamento e acompanhamento desses funcionários, que são centrais nesse contexto”, afirma. Reuniões promovidas pela Secretaria de Segurança Pública do estado e o Secovi-SP incentivaram a iniciativa intramuros. Antônio Oliveira, sócio de Braga, reforça: “A Polícia Militar recomenda ações como essa. É um conceito que funciona em ambientes residenciais e comerciais”.

O Vizinhos Solidários, lançado em 2013, já está nos bairros de Jardins, Moema e Cerqueira César, além de Osasco, na grande São Paulo. O valor mensal para contratação do serviço é de R$ 362 por condomínio, não inclusos os equipamentos necessários, que podem ser alugados ou comprados à parte.

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Viver em harmonia é possível https://www.condominas.com.br/viver-em-harmonia-e-possivel/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viver-em-harmonia-e-possivel https://www.condominas.com.br/viver-em-harmonia-e-possivel/#respond Tue, 16 Dec 2014 19:23:14 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3368 Via CondomínioSC

Fim de ano, festas e confraternizações. Espírito do Natal presente pacifica as relações. Nos condomínios, embora seja reduzida, a convivência entre vizinhos é por vezes relatada como uma experiência de aprendizados e trocas de afeto.

Em geral, devido ao ritmo de vida agitado e substituição do contato pessoal nas relações por ferramentas como whatsapp, facebook e instagram, os vizinhos convivem cada vez menos um com o outro, restando comumente etiquetas básicas de saudações: bom dia, olá, como vai?

Viver em comunidade requer paciência, tolerância, respeito, cumprimento de regras e, sobretudo, bom senso, pois no condomínio vivem pessoas que são diferentes em idade, gostos, interesses, objetivos e crenças.

Para lembrar o Dia do Vizinho, comemorado no dia 23 de dezembro, o Jornal dos Condomínios traz experiências de moradores satisfeitos com a vida em condomínio e dicas de etiqueta comportamental a fim de mostrar que é possível viver em harmonia.

Diálogo

No Condomínio Nara Cristina, em Campinas, região da Grande Florianópolis, o síndico Augusto Herbert diz que o ideal é que os vizinhos se entendam, primeiramente, entre si e somente em casos extremos chamem o síndico para resolver conflitos. “Muitas vezes o problema é fácil de ser resolvido e gera menos ressentimento se um vizinho aborda o outro em uma conversa franca e pacífica do que colocar o síndico no meio, gerando um clima mais tenso”, disse. Ele cita o exemplo que aconteceu com a própria esposa, que acordava cedo para trabalhar e a primeira coisa que fazia era calçar o salto alto.

“Eu era o vizinho nesse caso. Então o morador do andar de baixo, incomodado com o barulho, veio fazer a sua queixa de maneira civilizada. A minha esposa agora calça o sapato na hora de sair. Resolvido o problema”, diz.

Em geral, o síndico Augusto fica satisfeito com os comportamentos de civilidade no condomínio. Ele recorda o caso de um morador cadeirante, com dificuldades para abrir o elevador e que recebia constante ajuda de outros condôminos. “Temos muitos exemplos de cordialidade no nosso condomínio e, em geral, exceto os casos pontuais, vivemos em harmonia. Fico satisfeito”, conclui.

Bom senso

O síndico profissional Julio Cesar Alberton cita o bom senso como a melhor solução na maioria dos casos de desrespeito entre vizinhos. “Se formos colocar regra para todos os detalhes a Convenção fica enorme”, ressalta. O ponto crucial, para ele, é o individualismo, quando um acaba atendendo às próprias necessidades sem pensar no outro.

O síndico Júlio lembra-se de um caso recente em um dos condomínios que administra, onde um morador estacionou a caminhonete mal posicionada na vaga, deixando a traseira do veículo obstruindo a passagem dos demais carros. O condômino viajou e ficaram uma semana com problemas na garagem. “Foi o caos. Os moradores ficaram me enviando e-mails diariamente e eu tinha que explicar que a pessoa havia viajado”, diz.

Por outro lado, o síndico Julio destaca que as pessoas devem ser mais tolerantes. “Qualquer atitude, por mínima que seja, e as pessoas já ficam insatisfeitas”. O síndico conta um episódio em que um morador estacionou o carro um pouco atravessado e o outro condômino se incomodou com a situação e, ao invés de conversarem tranquilamente, partiram para briga e discussão. “Eu tento incentivar o diálogo e a compreensão entre os moradores. Às vezes as pessoas não estão em um bom dia. Todos temos altos e baixos”, salienta.

União

No entanto, há condomínios em que a interação e estreitamento de laços já fazem parte do cotidiano. O Condomínio Açorianos, no bairro Estreito, é exemplo de saúde nas relações entre os moradores. Com apenas 16 apartamentos, a maioria ocupada por condôminos da terceira idade, o companheirismo é percebido diariamente.

A síndica Dilma Linder, 61 anos, se diz satisfeita por ter boa relação com todos. “Respeito a opinião das pessoas e não tento impor a minha razão. Para obter sucesso, é preciso saber escutar e ter a sensibilidade de deixar para responder quando a pessoa estiver receptiva e em bom momento”, disse. O segredo, revela Linder, é transmitir segurança e tranquilidade. “Jamais discutir com um morador”, pontua.

A síndica Dilma lembra-se de um caso, um morador jovem, que andava no apartamento com sapatos que geraram incômodo ao vizinho de baixo. “Eu abordei ele duas vezes, expliquei educadamente sobre o barulho. Ele atendeu ao pedido e hoje é um morador que nunca mais foi motivo de queixa e convive bem no condomínio”, lembrou. Para a síndica, multas e advertências, somente em casos extremos. “Consigo resolver praticamente tudo conversando. Nunca precisei abordar um morador do nosso condomínio com medidas mais severas”, explica.

Solidariedade

A prestatividade é a palavra-chave no Condomínio Açorianos. “Eu gosto de ajudar. Sempre procuro pensar na solução. Evito dizer não. As pessoas precisam uma das outras”, observou a síndica, que experimenta atitudes recíprocas por parte dos condôminos. Durante a entrevista por telefone ao Jornal dos Condomínios, a síndica conta que acaba de ganhar uma omelete de presente de uma das moradoras do prédio, também Conselheira do prédio, Telma Xavier, senhora de 80 anos. “Recebo muitos mimos, são meus amigos”, diz.

A moradora Telma compartilha suas vivências de companheirismo com suas vizinhas: “Eu só tomo chá, mas faço café todos os dias para a Iria, minha vizinha, ela já chega com a xícara na mão. Outra amiga precisou hoje de arroz eu disse que tinha até cozido, pode levar”, conta. Para Telma o lema é “precisou de mim, faço sempre o que posso pra ajudar”. Iria Vasconcelos, 73 anos, mora sozinha, mas o que não lhe falta é companhia. “Não fico tanto tempo em casa, saio bastante do condomínio, mas tenho ótima vizinhança. Gosto de tomar café na casa das vizinhas”, diz.

Maria José, 60 anos, diz que o interesse comum por artesanato as une. “A gente gosta de costurar. Se me falta uma agulha, pego emprestado com uma delas”. Professora aposentada, conta que gosta de conversar com as colegas, o que acaba por suprir a ausência de companhia. “Não gosto de ficar sozinha”.

No ano que vem as moradoras retomarão o grupo de encontro de práticas artesanais. Elas se juntam para fazer cachecóis, boinas, sapatos, entre outros assessórios para doação à creche. “Fizemos 48 cachecóis, mais de 30 sapatos e gorros. Além de ser uma forma de a gente se reunir para conversar e fazer um lanche, ainda nos sentimos úteis ajudando alguém”, enfatiza Telma.

DICAS

Gentileza gera gentileza

Maria Inês Borges, palestrante comportamental, de Curitiba (PR), autora do livro “Viver com Elegância Não é Difícil”, dedica um capítulo inteiro para falar da relação em condomínio. Em entrevista especial ao Jornal dos Condomínios a consultora revela preciosas dicas de etiqueta para uma convivência em harmonia, que podem ser anexadas ao mural do condomínio. “O diálogo sempre é a melhor opção. Só sabemos como o outro vê e recebe as coisas se perguntarmos. Bom senso e respeito são a base de qualquer etiqueta”. Confira:

No hall de entrada e portaria

– Seja discreto, evite falar alto neste ambiente.

– Não ocupe o hall durante muitas horas com a sua visita.

– Ao funcionário que estiver neste local, deve estar atento aos costumes de educação, atendimento cordial, com disposição e prestatividade.

– Ao porteiro do prédio, deve ter sempre o tato de avisar ao visitante que a pessoa não poderá recebê-lo naquele dia, sem dar a conotação de que o morador não quer recebê-lo.

– Funcionários ou moradores devem oferecer auxílio aos idosos para carregar objetos, caminhar em escadas. Eles sempre têm mais dificuldades e precisam de cooperação de todos.

No elevador

– Quem desembarca nos últimos andares, mais baixos ou mais altos, fica atrás. Se você vai para o vigésimo andar tenha cuidado para não ficar na porta obstruindo a saída de quem sai antes.

– Aos condomínios que contam com um assessor de elevador, seja educado com o funcionário. Um bom dia é sempre bem-vindo.

– Antes de entrar no elevador, espere as pessoas que estão dentro saírem.

– Idosos sempre têm preferência.

– Elevador é um espaço muito pequeno. Evite conversas pelo celular neste ambiente, não seja inconveniente.

– Aos pais com crianças nos elevadores, cuidem para que seus filhos não apertem todos os botões do elevador.

– Ao cruzar com portadores de necessidades especiais, ofereça ajuda. É importante não ir ajudando, sempre bom perguntar antes se a pessoa precisa.

– Respeite as regras para uso de elevador social e serviço. Pacotes, malas, mudanças, animais, lixo use somente o de serviço.

– Em caso de pane no elevador, fique tranquilo, aguarde o zelador, seja compreensivo e ajude quem estiver do seu lado. Seja solidário caso precise acalmar o outro.

– Não seja invasivo. Evite questionamentos pessoais dentro do elevador. Existem pessoas que são reservadas e não gostam de compartilhar muito a vida particular. Limite-se ao bom dia, boa tarde e assuntos gerais.

Nos corredores

– Não bata na porta dos outros, arraste a chave ou objetos na parede.

– Caminhe evitando fazer barulho.

– Não deixe lixo ou objetos para fora do apartamento nesta área comum.

No apartamento

– Evite andar de salto alto ou sapatos que fazem barulho para o andar de baixo, a não ser que você esteja no primeiro andar do prédio.

– Faça tudo para não incomodar o vizinho, toda gentileza é bem-vinda.

– Evite pregar quadros ou realizar atividades que gerem ruído à noite

– Se você toca instrumentos musicais, entre em consenso com os seus vizinhos sobre o melhor horário dos ensaios, nesse caso mesmo que seja durante o dia. Dialogue e evite conflitos.

– Não deixe lixo e alimentos de mau cheiro nos apartamentos, pois refletem mau cheiro no corredor.

No salão de festas

– Reserve, com antecedência, o uso do salão.

– Respeite horários de sons e regras estabelecidas no Regimento Interno.

– Avise aos convidados sobre as regras do estacionamento na rua.

– Avise o porteiro sobre a festa e deixe a lista de convidados na portaria.

– O anfitrião deve receber os convidados com alegria e disposição. É o primeiro a chegar e o último a sair.

– Aos condôminos que não foram convidados à festa ou não quiseram comparecer, tenham tolerância quanto a barulhos dentro do limite estabelecido na regra do condomínio.

– Se for uma festa realizada pelo condomínio e o síndico fizer uma saudação pública durante o evento, que seja um discurso breve. Afinal, não é momento de assembleia, nem palestra.

Na academia

– Seja gentil, cumprimente as pessoas que estão no ambiente logo quando chega. Um bom dia é suficiente.

– Saiba revezar os horários para uso dos equipamentos. Se o uso desse espaço for muito disputado, o síndico pode criar também formas de organização para os condôminos seguirem.

– Homens não devem praticar exercícios nas academias do condomínio sem camisa.

– As pessoas devem evitar perfume excessivo, pois além de incomodar o outro, o cheiro pode passar para os equipamentos causando mal-estar.

– Lugar de academia é lugar de praticar exercício e não botar a fofoca em dia. Evite conversas paralelas durante o exercício.

– Sempre limpe os equipamentos com paninho e álcool depois de usá-los.

– Leve toalha própria para a superfície dos equipamentos e para secar o suor.

No jardim

– Jamais ande em cima da grama. Siga os caminhos indicados para caminhar.

– Não arranque flores e plantas.

– Não jogue cigarro no jardim.

– Se está com animais e nesse ambiente é permitido que andem em coleira, tenha sempre em mãos a sua pazinha e saquinho. Deixe o ambiente limpo.

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Instalações elétricas em dia https://www.condominas.com.br/instalacoes-eletricas-em-dia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=instalacoes-eletricas-em-dia https://www.condominas.com.br/instalacoes-eletricas-em-dia/#respond Mon, 15 Dec 2014 19:25:36 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3372 Via CondomínioSC

Foi-se o tempo em os aparelhos elétricos nas residências se limitavam a geladeiras, TVs e liquidificadores. A cada ano novos aparelhos surgem e com isso cresce a necessidade de instalações adequadas a esta demanda.

Novos eletrodomésticos, computadores e equipamentos são lançados todos os dias e rapidamente vão para as residências dos consumidores aumentando assim o consumo de eletricidade. Por este motivo, edifícios construídos há 20 ou mais anos precisam de revisão nos seus sistemas elétricos, pois a falta de manutenção em instalações mais antigas pode ocasionar sobrecargas, curtos-circuitos, choques e até perda do patrimônio decorrente de incêndios.

Sinais

Eletricista, Lucas Marcelo de Deus afirma que entre os sinais que uma edificação apresenta quando requer manutenção na parte elétrica estão: a queima constante de lâmpadas, iluminação piscando, excesso de oxidação nos terminais, condutores, e quadros elétricos, e quando os componentes se apresentam demasiadamente obsoletos. “Antes de tudo, deve ser feita uma avaliação das instalações com profissional capacitado e habilitado, para em seguida ser feito o planejamento para a manutenção levando em consideração as condições do condomínio”, orienta o eletricista.

Segundo o profissional a substituição dos sistemas elétricos pode ser realizada em etapas, sendo que nos apartamentos o próprio morador fica responsável pela manutenção e atualização das instalações.

Conforme a necessidade de cada edifício, a troca da entrada de energia pode ser realizada logo após a substituição de alimentadores e quadros, e em seguida os circuitos finais, em apartamentos e áreas comuns, tudo de acordo com o estado e a necessidade das instalações elétricas. “A entrada de energia do medidor até o apartamento pode ser refeita separadamente sem comprometer as demais e a alimentação de cada quadro de medidores também pode ser realizada em uma etapa, assim como substituição ou manutenção em transformadores, subestação etc.”, explica o técnico.

Retrofit elétrico

Síndico no Condomínio Villa Romanna, em Florianópolis, Lorival Nunes, conta que em 2008, quando assumiu a função, percebeu que mês a mês estava aumentando a demanda por energia elétrica e basicamente dois motivos estavam contribuindo para isso: a popularização dos aparelhos condicionadores de ar split que viraram febre e a substituição dos chuveiros com aquecimento a gás por chuveiros elétricos. “Foi então que me convenci de que era necessário fazer algo para poder atender esta demanda irreversível”, relata o síndico.

Segundo Lorival, o projeto original contemplava apenas um ar condicionado por apartamento, sendo que somente a suíte de cada apartamento tinha previsão para o equipamento e nenhum chuveiro elétrico estava previsto no projeto, além disso, a energia que chegava aos apartamentos era monofásica. “Contratamos uma empresa de engenharia elétrica para desenvolver um novo projeto que contemplasse todos os apartamentos e também as áreas de uso comum. Esse novo projeto atenderia até quatro aparelhos de ar condicionados por apartamento, além de dois chuveiros e também passaríamos de monofásico para bifásico”, descreve Nunes.

Até que o projeto fosse concluído foi proibido instalar condicionadores de ar e também instalação de novos chuveiros elétricos. Porém, quando o projeto ficou pronto,antes mesmo de executar a obra, era verão e o disjuntor geral do condomínio começou a desarmar em razão do alto consumo. “Como eu já havia feito os orçamentos para executar o retrofit elétrico no condomínio fizemos uma assembleia e aprovamos por unanimidade a reforma da parte elétrica”, explica.

Na obra foi realizada a substituição do transformador de 215 KWA por um de 300 KWA e também trocados os cabos rígidos por cabos flexíveis com bitola superior. Substituímos também os quadros de disjuntores por um modelo atualizado e ainda passamos mais uma fase para cada apartamento, ficando assim bifásico. Com isso, todos os apartamentos tiveram os quadros de disjuntores trocados por modelos novos”, conta Nunes.

Lorival relata que orientou os moradores para fazerem retrofit elétrico dentro de suas unidades, substituindo os fios rígidos por flexíveis. “Desde então, gozamos de boa qualidade de energia, sem sobressaltos e sem surpresas. Uma vez por ano fazemos uma limpeza no transformador com uma empresa especializada e também verificamos todos os disjuntores das áreas de uso comum”, diz o síndico.

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Condomínios têm que se adequar à Lei Antifumo https://www.condominas.com.br/condominios-tem-que-se-adequar-a-lei-antifumo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=condominios-tem-que-se-adequar-a-lei-antifumo https://www.condominas.com.br/condominios-tem-que-se-adequar-a-lei-antifumo/#respond Sun, 14 Dec 2014 19:26:41 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3379 Via O Globo

A Lei Antifumo entrou em vigor na última quarta-feira, dia 3, e entre suas determinações, elimina os chamados fumódromos e o fumo em locais públicos fechados de todo o país. Apesar de não valer para as residências, os condomínios terão que se adequar. Segundo especialistas, o melhor é esclarecer em assembleia quais as limitações e consequências, de acordo com a lei federal. Angélica Arbex, gerente da administradora de condomínios Lello, explica que as regras podem variar conforme o regimento interno de cada residencial, mas no caso de locais fechados, a lei federal se sobrepõe às decisões da assembleia:

– A lei proíbe fumar em áreas fechadas e parcialmente fechadas. Deste modo, não é permitido fumar nas áreas comuns, como hall de entrada, salão de festas, salão de jogos ou em garagens cobertas, por exemplo.

Caroline Roque, advogada do Schneider Advogados, escritório que atende à administradora Apsa, também explica que, sendo uma lei federal, todos os condomínios do país devem proibir o fumo nas áreas comuns que sejam fechadas por inteiro ou parcialmente:

– Até então, cabia ao condomínio disciplinar a matéria, sempre observando as leis regionais, que se sobrepõem à convenção ou ao regulamento interno do condomínio. Agora, em todos os condomínios fica proibido o consumo de cigarros nas áreas comuns que sejam fechadas.

E se a convenção do condomínio for totalmente omissa, basta observar a lei. A orientação, diz Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da Renascença Administradora, é realizar assembleias para debater a questão.

– Acredito que a lei poderá ajudar a organizar os condomínios, por exemplo, que ainda não deliberaram sobre o assunto. Tudo tem que estar definido na convenção e, à medida que novas regras são acrescentadas, todos os condôminos devem ser avisados por assembleia, atas e comunicações internas — completa Parente.

No caso de alguém ser flagrado fumando em área comum fechada, a multa é aplicada em nome do condomínio, que tem CNPJ, e rateada entre todos os condôminos, explica Angélica:

– É possível, entretanto, cobrar do morador que infringir a lei o ressarcimento do valor da multa. Mas essa medida precisa ser antes aprovada em assembleia. Senão, não vale — observa Angélica.

– A informação é sempre o melhor caminho. O síndico pode divulgar a norma que trata da proibição através de circulares, informativos, ata de assembleia ou através do meio de comunicação que já seja utilizado no condomínio. Também deve orientar os funcionários sobre a nova lei e pedir que na hipótese do morador insistir em fumar nas áreas comuns fechadas, o mesmo seja advertido pelo funcionário, inclusive sobre a possibilidade de aplicação de multa pela administração do condomínio, caso haja previsão na convenção condominial — afirma Caroline.

Quando a fumaça do vizinho incomoda

Segundo Angélica, da Lello, a maioria dos condomínios já está adaptada à regra. Mas ressalta que não é o cigarro nas áreas comuns que mais causa problemas entre moradores. É dentro de casa mesmo.

– Curiosamente, temos observado que a maioria das reclamações é de pessoas que se incomodam com o cheiro da fumaça do cigarro no apartamento vizinho. Muitas pessoas gostam de fumar na sacada do apartamento, e isso é um direito do morador, porque ele está na casa dele. E é comum o vizinho que não fuma se incomodar e reclamar do cheiro. A fumaça não respeita barreiras físicas.

E se a fumaça incomodar o vizinho, apesar de este problema não se enquadrar na lei, segundo Caroline, o morador pode reclamar com base no direito de vizinhança regulamentado pelo Código Civil sobre o incômodo.

Já Parente lembra ainda que as guimbas de cigarros jogadas pelos vizinhos, seja nas áreas comuns ou mesmo dentro do apartamento do morador abaixo, são motivo de constantes reclamações. Neste caso, vale também recorrer ao direito de vizinhança regulamentado pelo Código Civil.

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Síndico é o guardião da convivência em condomínio https://www.condominas.com.br/sindico-e-o-guardiao-da-convivencia-em-condominio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sindico-e-o-guardiao-da-convivencia-em-condominio https://www.condominas.com.br/sindico-e-o-guardiao-da-convivencia-em-condominio/#respond Thu, 11 Dec 2014 19:28:08 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3383 Via SíndicoNet

Mesmo com a popularização da administração de condomínios por empresas terceirizadas, a figura do síndico mantém-se no convívio em apartamentos. Há também aqueles que optem por dispensar os serviços de especialistas. De qualquer forma, é ele que ainda trata da boa relação entre quem escolheu viver em edifícios.

Administrar o condomínio, executar as deliberações da assembleia, orientar o trabalho dos funcionários, fiscalizar e opor-se a qualquer dos coproprietários na realização de atos contrários às regras, são essas algumas das funções dos síndicos. Embora, algumas vezes, eles não sejam remunerados, há quem exerça essa atividade porque gosta.

A fisioterapeuta, Deisi Penz, 35 anos, é exemplo disto. Além de proprietária no condomínio onde mora, ela é síndica há quatro anos. Deisi ressalta que existe um revezamento desta atividade, pois dos sete donos do mesmo, três moram no prédio, e cada um exerce a função de síndico a cada dois anos.

Comprometimento

Deisi exerce todas as funções do condomínio sozinha, até mesmo a administração do mesmo, pois optaram por não contratar serviço terceirizado em função de custos. Ela comenta que um de seus maiores desafios está no conserto de obras maiores.

Quando algo estraga ou necessita ser reformado, ela precisa avaliar se o valor a ser investido será descontado da mensalidade ou do fundo de reservas do condomínio.

Atendendo aproximadamente 16 pessoas, a síndica conta que quando ocorre algum necessidade de conserto no prédio, os moradores a procuram e ela toma as providências. Em um mural, divulga o nome da empresa, o serviço solicitado, e as providências que foram tomadas.

“Com isto as pessoas ficam cientes do que está acontecendo”, destaca. Para Deise, uma relação de harmonia entre os moradores é muito importante, e é por isso que busca realizar uma confraternização no fim do ano com direito a amigo secreto. ‘É tudo uma grande família’.

Ser síndico é uma atividade extra. Significa encontrar tempo para conciliar suas atividades pessoais. Mas ela tira de letra.’Ser síndico é como cuidar de uma casa delegando funções.’

Procura por imobiliárias

Atualmente, imobiliárias já são procuradas para fazer a administração de condomínios. De acordo a corretora de imóveis, Kika Moura, 48 anos, esta alternativa é viável quando o número deles a serem administrados é alto. Ela ressalta que não existe um valor mensal fixo. ‘O lucro da imobiliária varia muito, depende do envolvimento que a administradora tem com o condomínio’, esclarece ela.

Ela comenta que a procura de imobiliárias para exercer o papel de administradora dos condomínios cresceu nos últimos quatro anos: ‘Quando a construção está em alta, a administração também estará.’

Para Kika, são inúmeras as funções de uma administradora, entre elas, está principalmente a organização e encaminhamento da parte burocrática, que envolve o recolhimento de contas mensais, cadastro do condomínio, emissão de boleto, organização do livro de caixa, elaboração de atas, entre outros afazeres.

A corretora avalia que a procura por administradoras cresceu porque quem exerce a atividade de síndico, muitas vezes, não é remunerado e acabam por trabalhar em outro ramo também.

Devido aos compromissos do dia a dia, as pessoas não disponibilizam de tempo para exercer todas as atividades que compete a um síndico.

‘Muitas vezes as pessoas que são síndicas também não têm muito conhecimento sobre administração e acabam precisando de ajuda’, frisa a corretora.

Na imobiliária em que Kika trabalha, o número de condomínios atendidos é 65 e ela acredita que um dos fatores de extrema importância para a elaboração de um bom trabalho é a comunicação e entendimento que o síndico deve possuir com a administradora.

Meio de campo

Em alguns casos, há condomínios que optam pelos dois serviços: do síndico e o terceirizado. Adriana Oswald, 31 anos, é psicóloga e também desempenha a função de síndica em um condomínio com aproximadamente 40 moradores, onde a administração é feira por uma imobiliária. Desde que o prédio existe, foi escolhida uma empresa para fazer a administração do condomínio.

Adriana ressalta que a escolha se deu pelo fato de nenhum dos moradores ter tempo disponível para realizar todas as funções e também por questão da falta de experiência na administração.

A síndica, que desde o início do ano está desempenhando esta tarefa, ressalta que praticamente todos os serviços necessários ficam por conta da administradora da imobiliária. ‘Na verdade eu acabo sendo mais um meio de campo dos moradores do condomínio com a administração’, ressalta.

De acordo com a síndica, qualquer problema ou solicitação de alguma coisa pelos moradores do condomínio é levado a ela, posteriormente, ela informa a imobiliária para tomar as providências. Tendo conhecimento do ocorrido, às vezes a imobiliária organiza reuniões.

As mesmas são feitas principalmente quando é necessário discutir questões relacionadas ao dinheiro, por exemplo, o valor a ser investido em alguma obra ou reforma. Adriana também não recebe pelo trabalho que exerce e mesmo assim, mostra-se satisfeita: ‘Eu gosto de ser síndica e para mim é uma questão satisfatória.’

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O desafio de selecionar, motivar e manter bons funcionários https://www.condominas.com.br/o-desafio-de-selecionar-motivar-e-manter-bons-funcionarios/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-desafio-de-selecionar-motivar-e-manter-bons-funcionarios https://www.condominas.com.br/o-desafio-de-selecionar-motivar-e-manter-bons-funcionarios/#respond Wed, 10 Dec 2014 19:29:28 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3387 Via CondomínioSC

No Brasil, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), na década entre 2001 e 2010, a taxa de saída de empregados das empresas por iniciativa da empresa ou do empregado saltou de 45% para 53% ao ano. Esta rotatividade gera efeitos dramáticos no bom andamento dos negócios e na própria competitividade das empresas.

Uma grande preocupação dos empregadores, a saída de funcionários é sempre um desafio para as empresas e nos condomínios não é diferente. Alguns estudos apontam que o custo médio para substituir um colaborador fica entre 48 e 71% do salário do profissional.

Custos

O custo de rotatividade de pessoal pode ser calculado somando-se as despesas de rescisão de contrato de trabalho, de seleção e treinamento, de adaptação e outras variáveis como custos com advogados e ações judiciais. “Muita rotatividade de empregados num condomínio impacta na receita de forma substancial tanto pelas despesas com as rescisões trabalhistas, como com as despesas extras causadas pelo possível uso inadequado de equipamentos ou danos à estrutura, que, muitas vezes são muito caros”, avalia a advogada trabalhista Ester Eloisa Addison (foto acima).

Na avaliação da advogada, um empregado sem qualificação, sem treinamento ou sem comprometimento com o condomínio não é proativo e pode deixar de fazer uma manutenção preventiva em equipamentos ou prevenir problemas que seriam facilmente solucionáveis com as técnicas corretas. “Colaboradores de longa data, bem treinados e motivados conhecem bem o condomínio e os procedimentos do edifício e, por consequência, resolvem os problemas que surgem com mais presteza e eficiência”, esclarece Ester.

Segundo a advogada, a rotatividade de funcionários acontece por vários fatores, e entre os principais estão as más condições de trabalho, a oferta de melhores condições em outros ramos, a falta de motivação dos empregados e a falta de qualificação para as várias funções que há num condomínio, principalmente quando é de grande porte. “Até um tempo atrás, por exemplo, um porteiro apenas abria o portão e atendia ao interfone. Hoje, além desses procedimentos, há equipamentos modernos para serem operados e monitorados, como os de controle de acesso e o controle interno de TV”, explica.

Segurança

A rotatividade não é apenas um desafio da área de recursos humanos, ela possui impactos sobre a segurança do condomínio. Na avaliação da advogada, além do fator financeiro e de gestão, a alta rotatividade também possibilita que muitas pessoas estranhas passem a conhecer o interior e a rotina do edifício, como também dos condôminos, colocando em risco a segurança que hoje é uma das maiores preocupações de todos.

“Tenho conhecimento de diversos inquéritos policiais que concluíram pela participação indireta de empregados em assaltos a condomínios e outros crimes. Por isso, não somente o condomínio deve evitar a alta rotatividade de empregados como também os condôminos devem estar atentos aos prestadores de serviços que contratam para as unidades”, alerta.

Também advogada e proprietária de uma empresa que presta assessoria para condomínios, Dirlei Magro afirma que a alta rotatividade existe apenas em alguns condomínios específicos. “Isso depende do gestor e da forma como ele conduz a relação trabalhista, e também, é claro, do tipo de empregado contratado. Mas, geralmente não vejo uma rotatividade excessiva nos condomínios da região”, diz.

Na avaliação da profissional, um dos fatores que eleva a rotatividade é a forma como a relação trabalhista é conduzida. “Infelizmente o empregado não chega pronto e não temos muitos profissionais bem preparados nesse ramo, portanto se não houver boa vontade e tolerância para que os ajustes sejam feitos acontece muita rotatividade. Além disso, outro fator que colabora para a saída de funcionários é que as pessoas estão estudando mais e com isso almejando melhores cargos e salários”, relata Dirlei.

Impactos

De acordo com a profissional, os impactos da rotatividade nas despesas do condomínio estão ligados aos pagamentos de verbas rescisórias, incluindo férias, 13º salário e FGTS, essa última um gasto especificamente rescisório e que pode ser bastante alto, dependendo do tempo de contrato.

“Podemos calcular esse gasto com meio salário a cada ano trabalhado, visto que a indenização é de 50% do valor depositado de FGTS ao empregado”. Para evitar uma grande rotatividade, Dirlei orienta que seja feita uma boa escolha na contratação e que haja tolerância para que o funcionário se ajuste conforme as necessidades do condomínio.

Fator relevante em toda empresa, a motivação dos colaboradores sempre passa pela área financeira. Na avaliação de Dirlei uma boa forma de motivar com gastos menores é o fornecimento de vale refeição, que no caso dos condomínios não é obrigatório, além de um convênio de saúde, são bons incentivos.

“Equipamentos e máquinas modernas que ajudam na área de limpeza tornando o trabalho menos pesado aos faxineiros; treinamentos para porteiros e zelador, e reuniões periódicas com incentivo aos pontos fortes dos empregados também contribuem para a motivação dos profissionais”, conclui Dirlei.

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Condomínios podem ser usados para a diversão na época de férias https://www.condominas.com.br/condominios-podem-ser-usados-para-a-diversao-na-epoca-de-ferias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=condominios-podem-ser-usados-para-a-diversao-na-epoca-de-ferias https://www.condominas.com.br/condominios-podem-ser-usados-para-a-diversao-na-epoca-de-ferias/#respond Mon, 08 Dec 2014 19:30:56 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3391 Via Correio

Aos 9 anos, a estudante Isabel Silva da Costa tem uma rotina apertada: vai à escola, volta, descansa e depois tem que estudar. Às segundas, quartas e sextas, ela tem natação, já terças e quintas são dias de inglês. Além disso, ela lê ao menos duas horas por semana. Em dias normais, Isabel só brinca se tiver tempo. Do contrário, só no final de semana. As idas à piscina e dias de brincadeiras com as amigas no playground do prédio, que antes eram raros, hoje fazem parte do dia a dia dela. Afinal, dezembro trouxe suas férias escolares, que vão até o final de janeiro. A rotina de Isabel se repete em muitos prédios. A temporada de férias começou e, pelo menos nos próximos dois meses, os condomínios serão cenário de boa parte da programação da criançada.

“Estamos planejando as férias desde setembro”, garante o engenheiro agrônomo Nelson Lara da Costa, 59 anos, pai de Isabel. Além de uma viagem pela Bahia e das programações culturais pela cidade, o ‘play’ do prédio faz parte da agenda da família. “Ela sempre desce pra brincar. Na nossa rua moram três amigas próximas e normalmente fazemos um rodízio: um dia ela passa na casa de uma, outro na casa de outra e vice-versa”, conta Nelson.

Para Isabel, quando não dá para viajar e ir à praia, a área comum do prédio é uma boa opção de diversão. ”Gosto de chamar meus amigos e brincar na piscina. A gente também curte outras coisas, como esconde-esconde e brincar de boneca”, diz.

Atividades

Segundo a psicóloga e psicopedagoga Paula Cabussu, as férias representam um momento sagrado na vida das crianças. “É importante brincar e ter atividades em que a criança possa ter uma liberdade maior. Durante o ano letivo, elas já estão determinadas e focadas em aspectos cognitivos. Este é o momento para que os pais estimulem a criatividade da criançada”, afirma. Apesar de não acreditar que todas atividades dos filhos devem ser rigorosamente controladas pelos pais, ela sugere que a família planeje ao menos as viagens e atividades familiares, que envolvam uma programação cultural, como idas a parques, a espaços qualificados na cidade, andar de bicicleta, entre outras atividades que possam ser curtidas por todos.

“Quando a criança está em casa, os pais não precisam planejar tudo rigorosamente. No entanto, eles devem estar atentos a algumas questões como onde a criança está, com quem, e o que ela está fazendo, mas sem deixar de permitir que elas sejam expostas as experiências diferentes”, pontua a psicopedagoga.

O pai de Isabel, Nelson, concorda que a folga da rotina tradicional é essencial para os estudantes. “Eles passam um ano cumprindo uma série de obrigações dentro da rotina. Por isso sempre tentamos ir para algum lugar em família ou fazer alguma atividade diferente. Essa é a hora de relaxar a mente e fazer o que gostam”, diz.

E é isso que Isabel faz. Algumas vezes, inclusive, ela mistura conhecimentos que aprende na escola com a brincadeira. “Adoro um jogo, o Monopoly, que funciona como o Banco Imobiliário e tem a ver com Matemática. Quem comprar mais casinhas e conseguir fazer o outro falir, ganha”, explica a estudante.

Interação

Para Paula Cabussu, os jogos dentro de casa também são bem-vindos. “Às vezes, a criança está em casa, mas está com colegas, está jogando. Quando ela está na internet, também interage e se desenvolve”, argumenta. Mas, ainda assim, é bom que a criança faça um pouco de tudo. “Tanto a liberdade de jogar horas no computador, ou então jogar futebol com os amigos e até tomar banho de piscina são importantes”, diz.

De acordo com a psicóloga, as vantagens de condomínios com áreas de lazer são a interação entre pessoas com perfis diferentes, além da liberdade. cuidados Quando se trata de convivência das crianças em condomínios, entretanto, a atenção dos pais deve ser redobrada. “A exposição é muito grande. Em alguns casos, crianças de perfis diferentes e de idades diferentes acabam criando situações desagradáveis. Os pais devem sempre estar por perto, de olho. Até 12 anos, as crianças não podem sozinhas. Já vi casos de crianças mais velhas explorando mais novas, além da exposição a conteúdos inadequados”, recomenda.

Neste quesito, Nelson e Ana Lina, pais de Isabel, são bastante cautelosos. “O nosso sistema é o silêncio. Quando elas brincam, falam bastante e riem alto. Como o nosso prédio tem poucos andares, quando ela e as amigas fazem muito silêncio, a gente desce pra olhar. Mas sempre tem alguém de olho”, afirma.

Já o presidente do Sindicato da Habitação da Bahia (Secovi-BA), Kelsor Fernandes, ressalta que a vigilância dos pais tem que ser muito próxima, sobretudo neste período de férias, já que a circulação da criançada é alta. “Os pais devem ter muito cuidado com os filhos, pois os condomínios não são obrigados a ter funcionários que cuidem das crianças. Elas precisam estar na companhia ou observação de algum adulto, já que elas podem se machucar e não ter ninguém por perto para socorrê-las, por exemplo”, explica.

Fernandes diz, ainda, que os pais devem orientar seus filhos a não utilizar o elevador como brinquedo. “Não é recomendável que crianças menores de 10 anos andem sozinhas no elevador”, sinaliza. O uso da piscina, caso haja, deve seguir o regulamento do condomínio, que geralmente diz que não se pode deixar crianças sem supervisão de um adulto. “O condomínio também deve proibir que as crianças brinquem nas escadas e na garagem”, acrescenta.

Segundo a psicóloga Paula Cabussu é essencial que as crianças respeitem as regras de convivência, os limites e que não incomodem as pessoas. “Os pais devem educá-las para isso. Eles devem orientar sobre quais comportamentos estão fora da norma e como seus filhos devem se posicionar”, pontua.

Sem área de lazer No caso de condomínios sem área de lazer, outras atividades podem ser desenvolvidas. “Alguns condomínios têm uma estrutura boa, com piscinas, quadras, brinquedoteca e normalmente estão estruturados com cursos e programações. No entanto, boa parte não tem isso tudo e pode desenvolver”, diz Kelsor.

Segundo ele, ambientes como brinquedoteca e biblioteca podem ser formados com a iniciativa dos próprios moradores. Outra opção pode ser uma conversa com o síndico, que pode mediar conversas entre os pais. “Os pais podem se reunir para contratar um profissional ou empresa que desenvolva algum tipo de atividade recreativa. Ou ainda fazer um rodízio, em que cada um fica responsável por uma atividade”, complementa.

É o que faz a gerente comercial bancária Jenifer Oliveira, 19. Como ela trabalha a maior parte do dia, sempre deixa o filho Felipe Oliveira, 5, na casa de sua mãe, que mora no mesmo prédio. Já nos finais de semana, ela e seu padrasto se revesam para levar as crianças para brincar na área comum do prédio, já que sua mãe e o padrasto têm mais dois filhos: um de 2 anos e outro de 6 meses.

“As férias do Felipe vão até fevereiro. Ele vai passar um tempo na casa de parentes, vamos viajar e depois voltamos para casa. Como ele me pediu uma moto elétrica de presente de Natal é provável que ele desça bastante para brincar”, conta. “Temos um parquinho ao lado do prédio, de madeira, mas sempre quebra. No meu prédio mesmo não temos uma estrutura boa de lazer e infelizmente não há tantas crianças para que possamos desenvolver algum tipo de atividade diferenciada. Mas ele sempre dá um jeito de se divertir nas férias, seja dentro ou fora de casa”, assegura.

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Pintura deve ser planejada https://www.condominas.com.br/pintura-deve-ser-planejada/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pintura-deve-ser-planejada https://www.condominas.com.br/pintura-deve-ser-planejada/#respond Fri, 05 Dec 2014 19:32:27 +0000 https://www.condominas.com.br/?p=3395 Via CondomínioSC

De três a cinco anos: este é o tempo recomendado para fazer a manutenção da pintura do edifício. Para valorizar o condomínio, é preciso planejamento e investimento em material de qualidade na hora de renovar as cores da fachada.

No condomínio residencial Santorini Park, em Criciúma, a revitalização da pintura foi um consenso entre os moradores, que estavam preparados para conservar o bom aspecto do imóvel. A síndica Renata Damiani, há oito meses atuando na função, lembra que desde a gestão anterior o condomínio estava se preparando para ter um bom valor em caixa. “No começo do ano fizemos uma reunião sobre o tema e tivemos a aprovação dos moradores. Fizemos três orçamentos e nos preparamos para contratar a empresa que melhor negociou. Deu tudo certo”, conta a síndica.

Antes do início do serviço, uma parte importante foi a comunicação interna entre os moradores. “Colocamos um comunicado e entregamos uma carta explicando quando seria realizado o trabalho, para que todos estivessem preparados”, destaca. Renata lembra também que o condomínio escolheu a marca dos produtos que seriam usados, e a empresa prestadora do serviço auxiliou na escolha das cores, fazendo provas.

“Primeiro eles lavaram o prédio, depois cuidaram das rachaduras e em seguida fizeram a pintura. Ao todo, foram menos de dois meses de trabalho, com muita eficiência e agilidade”, comenta.

A dica da síndica é, na hora de escolher a empresa prestadora de serviço, optar por aquela que tem melhor conhecimento sobre o assunto e que possa dar assistência e garantias necessárias para um serviço de confiança. “É importante procurar empresas que dão suporte”, diz Renata.

Dicas

Manter o aspecto de um prédio bem cuidado é fundamental para a valorização do imóvel. Nesse sentido, a recomendação é renovar a pintura em um período de tempo de três a cinco anos, no máximo. Segundo Alexandre Dagostin, diretor de uma construtora da região, é importante trabalhar com tintas de qualidade, de primeira linha, e usar todos os complementos e tintas da mesma marca, para poder ter a garantia de fábrica. “Materiais como massa corrida, massa acrílica, fundo preparador e selador devem ser do mesmo fabricante”, explica.

No sul catarinense, esta é uma época propícia para a pintura predial. “É melhor quando o tempo está mais seco”, afirma Dagostin. Na região, a pintura pode ficar exposta aos resíduos da extração de carvão e à poeira. “Esses fatores agridem um pouco mais a pintura. Por isso, é importante o síndico e os moradores elaborarem um cronograma de obras”, declara.

Estar atento aos reparos é um ato importante tanto por parte do síndico quanto dos moradores, que devem contribuir e apoiar obras de conservação nos seus edifícios. “É importante a consciência de fazer ações preventivas. Na prática, deveria funcionar sempre assim: com manutenção periódica para custar menos, visto que o certo é diminuir custos”, explica. Dagostin destaca que alguns prédios já estão tomando essa linha de raciocínio. “Inclusive, alguns condomínios já contratam engenheiros assim que a construtora entrega o prédio, e esses profissionais fazem um laudo que indica a manutenção preventiva”, completa. Dagostin lembra também que, além da pintura, é preciso fazer manutenção da parte elétrica, hidráulica, do revestimento de fachada e dos pisos, inclusive para ter a garantia efetiva da construtora.

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